Calamidades naturais e ciberataques (violações via computador) têm tirado o sono de micro e pequenos empresários brasileiros, e não é para menos. Nos empreendimentos de menor porte, que geralmente não contam com grandes reservas financeiras para momentos difíceis, é elevado o risco de falência. Os números são um sinal de alerta: no Brasil, cada pequena ou média empresa sofre até dois episódios sérios de perda de dados eletrônicos ao ano, devido a esses incidentes. E cada um destes gera prejuízo de até R$ 20 mil. Já no exterior, o custo médio de um período de inatividade para uma Pequena ou Média Empresa (PME) causado pelo extravio de informações digitais não armazenadas em back-up é de US$ 12.500 por dia.

 

Para a produção do relatório foram entrevistadas mais de 1.840 companhias de 23 países, das quais 100 são brasileiras. A companhia divulgará, semana que vem, estas e outras informações na versão 2011 do relatório que prepara anualmente sobre a postura das PMEs no que tange à proteção e recuperação de seus dados eletrônicos em caso de calamidades naturais.

 

O documento aponta que 31% das PMEs, na média mundial, não fazem back-up de seus e-mails (no Brasil são 44%); metade das PMEs simplesmente não tem plano de ação para quando suas informações e as dos clientes armazenadas em servidores estiverem em risco; 41% disseram que nunca pensaram em elaborar um plano do tipo e 40% afirmaram que a preparação para atuar em desastres não é uma prioridade para elas.

 

Paulo Prado, gerente de Marketing de Produto da Symantec para América Latina, afirma: "As informações coletadas confirmam a falta de preocupação das PMEs com armazenamento de dados. Aos poucos, isto vem mudando, mas ainda estamos longe de vermos tais companhias conscientes da importância de protegerem de forma completa suas informações no mundo digital".

 

Estragos na imagem

Pior que o golpe no caixa são os estragos na reputação que estas organizações sofrem quando não possuem cópias dos dados extraviados: 54% dos clientes das PMEs relataram que já mudaram de fornecedor de pequeno ou médio porte porque os anteriores não tinham sistemas de computação confiáveis.

 

"Um grande desafio é fazer estes empreendedores compreender que não basta guardar arquivos, é preciso armazenar também os e-mails mais importantes", observa Paulo."Por outro lado, o setor de salvaguarda de dados tem crescido dois dígitos ao ano já há um bom tempo. As pessoas começam a tomar consciência da relevância disto." Ele detalha, a propósito, que a perda de informações digitais pode se dar não só quando, por exemplo, um raio atinge a empresa e inutiliza um computador, mas também através de ataques de hackers - comuns nos dias de hoje.

 

Tudo no laptop

Casa arrombada, cadeado na porta: metade das PMEs que implementaram planos de resgate de informações eletrônicas em caso de desastre só o fizeram após experimentar um episódio de sumiço de dados vitais. Rainer Junges, consultor do Sebrae Paraná para assuntos de Tecnologia da Informação (TI) , confirma: "Normalmente, não há preocupação com o assunto por parte das pequenas empresas até que elas sejam vítimas de alguma perda severa". Ele também alerta para a precariedade de algumas práticas de armazenamento de informações digitais das PMEs: "Às vezes, todos os arquivos do negócio estão no laptop do dono, e somente ali!"

 

Rainer acredita, ainda, que uma das grandes causas - se não a maior - da perda de dados digitais nas PMEs seja, simplesmente, o mau uso dos computadores destas companhias. Imperícia ou mesmo o acesso a sites inadequados podem levar a esta situação; ter sempre cópias de tudo o que importa para a organização é imprescindível em tais ocasiões.

 

Profissionalismo

Outro obstáculo ao armazenamento eficiente de dados pelas PMEs é uma certa voluntariosidade dos pequenos empreendedores brasileiros no campo de TI. Acreditar que não há necessidade de pessoal especializado para cuidar desta parte do negócio é comum neste meio. "Infelizmente, o que mais se vê, ainda hoje, é o pequeno empresário deixando a parte de informática de seu negócio a cargo de um parente que, disseram para ele, entende do assunto", crê Mauro Sorgenfrei, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informacao no Paraná.

 

Em oposição a tal atitude, Sorgenfrei recomenda profissionalismo na salvaguarda de dados. "O pequeno empresário precisa logo contratar um serviço tecnicamente competente para cuidar de seus dados digitais, e não esperar perder suas informações importantes para fazê-lo. E precisa resguardar estas informações de seu negócio por completo, não apenas um ou dois arquivos que supõe serem mais relevantes."

 

Um detalhe vital, que estranhamente costuma ser negligenciado nas PMEs, é o de guardar as fitas, discos rígidos ou qualquer outro meio físico no qual a companhia tenha seus back-ups longe da sede da mesma; afinal, de nada adianta ter cópias de informações perdidas se tais cópias também se perderem. "E, como as PMEs têm em geral poucos funcionários, é preciso que todos saibam como recuperar informações em caso de desastre", diz ele.

 

Sorgenfrei recomenda que sejam feitos testes frequentes do plano de recuperação de dados da empresa. Se não forem viáveis por escassez de recursos, que ao menos se faça uma revisão deste plano a cada três meses.

 

"Em média, a contratação de um serviço de armazenamento seguro de dados se paga logo no primeiro ano", garante Paulo Prado, da Symantec. "Mais vale arcar com algum custo para estar protegido do que expor-se ao imponderável", diz ele.

 

 

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